Aveiro. A ria. E os Passadiços?

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A cidade dos canais abriu recentemente um canal de acesso ao seu bem mais precioso – A Ria. Os novos passadiços abrem as portas de casa à Ria de Aveiro. São os primeiros 7km de uma via ecológica pedonal e ciclável que se estenderá futuramente até Estarreja, num percurso que contará com 23 km.

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O percurso oficial dos passadiços da ria de aveiro tem início no canal de S. Roque e tem a extensão de 7km não circulares.

Dizer que o percurso tem início no centro da cidade parece-me abusivo, já que o canal de S. Roque não corresponde ao canal principal da cidade, mas sim ao canal que corre perpendicular a este, na zona mais baixa da cidade.

Pelo que pudemos perceber no centro da cidade não existe sinalética informativa sobre o início do trilho. Mas não há muito que enganar. Se é daqueles que não abdica de gozar daquele ambiente fascinante proporcionado pelo vai vem dos moliceiros e se deleita com a arquitetura da cidade, então recomendamos que comece a caminhada no centro de Aveiro junto ao canal principal, seguindo sempre a descer até encontrar o canal de S. Roque. O caminho começa aqui, junto ao painel informativo.

Os primeiros 2km até ao cais da Ribeira de Esgueira não têm efetivamente grande interesse paisagístico, uma vez que o caminho de terra batida corre paralelo à estrada e significativamente afastado da ria. No entanto, é possível entrar precisamente no Cais da Ribeira de Esgueira, a partir de onde começa o trilho em passadiço, que se estende por 5km.

A partir do Cais da Ribeira de Esgueira até ao final do percurso, em Vilarinho na freguesia de Cácia, sim! Vale muito a pena. As interfaces terra/mar, água doce/água salgada, conferem uma dinâmica sedutora ao percurso ao longo da laguna. Os bucólicos planos de água dão lugar a lodaçais cheios de vida, entre-cortados aqui e ali por fios finos de água. É só deixar-se levar pela atmosfera, seguir caminho e deixar-se perder pela beleza que estremece por entre as estacas que sustentam o acesso a um moliceiro encalhado, lembrando quão frágeis podem ser as coisas belas. E não se intimide por ter de voltar a fazer o percurso inverso. Não será por certo igual, porque por aqui quem manda é o sol e o mar.

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